O governo federal divulgou, na manhã desta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027. Com um montante de R$ 525,1 bilhões em linhas de crédito, o valor ficou abaixo dos R$ 623 bilhões que haviam sido solicitados oficialmente pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em abril. Apesar do orçamento menor do que o demandado, o novo plano traz como contrapartida cortes pontuais nas taxas de juros para o custeio agrícola.
A proposta entregue pela CNA ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) buscava expandir em 20% os recursos do período anterior para garantir a segurança jurídica e a estabilidade orçamentária no campo. Do total solicitado pela confederação, R$ 518,2 bilhões deveriam abastecer a agricultura empresarial.
No entanto, a equipe econômica do governo justificou que o orçamento mais moderado foi necessário para abrir espaço fiscal no orçamento federal. Dessa forma, foi possível subsidiar e viabilizar a redução direcionada das taxas de juros cobradas dos produtores.

Alívio nos juros para o produtor
A redução nas taxas de juros atende parcialmente às pressões do setor produtivo. As reduções alcançaram até 1,5% em linhas estratégicas de crédito destinadas à agricultura empresarial. No ciclo de 2025/2026, os grandes produtores rurais pagavam taxas de 14% ao ano e os médios, 10%.
Os produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR), também contarão com um desconto adicional de até 1 ponto percentual nas taxas de juros para custeio de produção. De acordo com o Mapa, juros mais baixos dão maior previsibilidade para planejar a safra e organizar a atividade ao longo do ano.

Além das linhas tradicionais de financiamento, o plano de 2026/2027 reestruturou programas de modernização tecnológica e infraestrutura. Os setores de armazenagem e fontes de energia renovável ganharam aportes reforçados de recursos.
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