Reeleito governador da Bahia no primeiro turno das Eleições de 2026, Jerônimo Rodrigues (PT) terá mais quatro anos à frente do estado. Engenheiro agrônomo e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Rural, o governador incluiu o fortalecimento do setor agropecuário entre as propostas de seu programa de governo.
O documento prevê medidas voltadas ao agronegócio, à agricultura familiar e ao desenvolvimento rural. Entre elas estão o fortalecimento de cadeias produtivas, linhas de crédito para adaptação climática e incentivo às agroindústrias. Confira as principais propostas:
- Desenvolvimento do agronegócio;
- Desenvolvimento rural;
- Convivência com o semiárido;
- Desenvolvimento da pesca.
Desenvolvimento do agronegócio
O plano de governo prevê o fortalecimento das principais cadeias produtivas da Bahia, levando em conta as características de cada região do estado. Entre as atividades citadas estão:
- a produção de grãos e algodão;
- pecuária de corte e leiteira;
- fruticultura irrigada;
- cacau e café;
- sisal e borracha natural;
- caprinovinocultura, ovinocultura, avicultura e silvicultura.
A proposta inclui o fortalecimento de agroindústrias regionais, com o objetivo de ampliar o processamento da produção dentro do próprio estado. A intenção é agregar valor aos produtos baianos e fortalecer cadeias com potencial de exportação.
Outro eixo do programa é a adaptação da produção rural às mudanças climáticas. Para isso, o plano prevê a articulação de linhas de crédito específicas para medidas de prevenção e recuperação da produtividade. Entre os investimentos que poderiam ser financiados estão sistemas de irrigação mais eficientes, equipamentos, fontes de energia renovável, entre outros.
Por fim, o plano de governo inclui ações para regularização fundiária e aumento da segurança jurídica das propriedades rurais. A medida é apresentada como parte das estratégias para dar mais estabilidade aos produtores.
Desenvolvimento rural
O capítulo de desenvolvimento rural foca na agricultura familiar, assentamentos, povos e comunidades tradicionais e as organizações produtivas.
Uma das principais propostas é ampliar a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), levando orientação técnica a mais famílias agricultoras e grupos do campo. O plano também prevê parcerias com municípios e com o Sistema S para fomentar iniciativas de desenvolvimento rural.
A certificação de produtos orgânicos também deve ser ampliada. Na área de agroecologia e produção orgânica, o governo pretende ampliar a assistência técnica especializada e incentivar unidades produtivas agroecológicas.
A educação também aparece entre as propostas para o desenvolvimento rural. O plano prevê a requalificação de cursos técnicos voltados à realidade de cada território e a ampliação de iniciativas baseadas na pedagogia da alternância, modelo que combina períodos de formação escolar com períodos de aprendizagem vinculada à comunidade e à propriedade rural.
Convivência com o semiárido
O plano de governo também apresenta propostas para enfrentar os efeitos da estiagem e da desertificação no semiárido baiano. O documento cita resultados das pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) que apontam sinais de aridização no norte da Bahia.
Entre as medidas previstas estão o fortalecimento da infraestrutura de reservatórios e das ações de restauração ambiental em municípios suscetíveis à desertificação.
O programa também propõe ampliar o uso de tecnologias para armazenamento de água e proteger áreas de Cerrado e Caatinga, com atenção a nascentes, corredores ecológicos e vegetação nativa.
Na produção rural, a proposta é fortalecer os sistemas produtivos da agricultura familiar e preparar as propriedades para períodos de estiagem. O plano destaca ações voltadas à
- caprinovinocultura
- genética animal adaptada
- produção e conservação de forragens
- manejo sustentável das pastagens
- às estratégias territoriais de preparação para a estiagem.
Segundo o documento, o fortalecimento da produção deve ocorrer por meio da transição agroecológica, buscando adaptar os sistemas produtivos às condições ambientais do local.
Desenvolvimento da pesca
O plano de governo prevê o mapeamento de áreas e espécies com potencial pesqueiro, além do incentivo à inovação no setor. Entre as medidas estão ações de prospecção pesqueira, voltadas à identificação de recursos com potencial de exploração, e de pesca experimental, realizada de forma controlada para estudar espécies, áreas ou métodos de pesca.
A proposta também prevê aproximar universidades, institutos de pesquisa e organizações do setor para melhorar a infraestrutura de desembarque e apoio à atividade pesqueira, como terminais, entrepostos, fábricas de gelo e câmaras frigoríficas.
A sustentabilidade é outro eixo do planejamento. O governo propõe ações para prevenir e controlar a introdução de espécies exóticas invasoras, além de ampliar a fiscalização contra atividades pesqueiras predatórias e ilegais, especialmente na Baía de Todos os Santos.
Como acompanhar as propostas
O plano de governo pode ser consultado na íntegra no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para acompanhar e fiscalizar o cumprimento das medidas, os interessados podem consultar a execução das políticas públicas nos canais oficiais do Governo da Bahia, além de acompanhar leis, decretos, programas, investimentos e ações orçamentárias relacionados às propostas.
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