Com a expectativa de beneficiar mais de 800 mil produtores, o Governo Federal lançou oficialmente a nova fase do Desenrola Rural em 2026. Focada na renegociação de dívidas de agricultores familiares e na retomada do acesso ao crédito produtivo, a iniciativa integra o programa Desenrola 3.0. A ação oferece condições facilitadas, como descontos significativos e prazos alongados para a quitação de débitos.
Na Bahia, a expectativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é que o programa beneficie 250 mil produtores que enfrentam dificuldades financeiras devido a fatores climáticos ou de mercado. A iniciativa representa um alívio estratégico para o agronegócio baiano, pois devolve a capacidade de investimento ao pequeno produtor.
Quem pode participar do programa?

O foco principal do Desenrola Rural é regularizar a situação do produtor para que ele possa investir na próxima safra com segurança jurídica e financeira. Nesta segunda fase, o público-alvo contempla prioritariamente pessoas que se enquadram nos critérios da agricultura familiar. Ou seja:
- Agricultores familiares com operações de crédito rural.
- Assentados da reforma agrária.
- Pescadores artesanais, indígenas e quilombolas com débitos vinculados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
- Cooperativas da agricultura familiar com dívidas em atraso.
Em todo o Brasil, o programa visa beneficiar um grande contingente de produtores. Há destaque para a atuação do Banco do Nordeste (BNB), que estima atender mais de 360 mil agricultores em sua área de atuação.
Passo a passo para o produtor acessar o crédito
Para regularizar a situação e voltar a contratar financiamentos, o produtor deve seguir etapas específicas de acordo com a origem da sua dívida:

- Identificação do débito: Verifique se a dívida é com uma instituição financeira (como Banco do Brasil ou BNB) ou se já está inscrita na Dívida Ativa da União, sob gestão da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
- Acesso às plataformas: Para renegociar dívidas bancárias, o produtor deve procurar a agência onde contratou o crédito ou utilizar os canais digitais do banco. Já para débitos com a União, deve acessar o portal Regularize, da PGFN.
- Simulação e formalização: O sistema apresentará as opções de desconto para pagamento à vista ou parcelamento. Após escolher a melhor condição, o produtor formaliza o acordo e efetua o pagamento da primeira parcela ou do valor total.
- Liberação do crédito: Uma vez formalizada a renegociação e processado o pagamento inicial, as restrições são retiradas. Isso permite que o agricultor apresente novas propostas para obtenção de crédito rural.
O edital lançado pela PGFN e as novas diretrizes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) estabelecem que a adesão deve ser feita dentro dos prazos estipulados para 2026, sob o risco de perda dos benefícios de descontos.
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