Os conflitos internacionais entre Estados Unidos, Israel e Irã continuam refletindo diretamente na economia global. Com a tensão geopolítica no Golfo Pérsico, as cotações globais de commodities, como o trigo, vêm sofrendo variações consideráveis nos últimos meses. Graças a essa instabilidade, o preço de produtos como pão, biscoitos e massas tende a ficar mais caro neste ano.
Além do cenário político, o mercado enfrenta problemas climáticos severos. A seca que atinge 55% das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos e a redução da área plantada no Brasil, são alguns exemplos. O contexto nacional acontece por conta do aumento nos custos de produção – especialmente de fertilizantes.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de trigo deve sofrer uma queda estimada em 19% em 2026, totalizando 6,3 milhões de toneladas. Dessa forma, com a produção interna suprindo apenas 40% da demanda, o país depende da importação de cerca de seis milhões de toneladas anuais para garantir o abastecimento.

Alta no preço do trigo deve ser repassada ao consumidor
A indústria de moagem já projeta um reajuste entre 5% e 10% no preço da farinha de trigo. Com isso, a commodity ainda lida com os reflexos da Lei Complementar nº 224/2025, que retomou a cobrança de PIS e Cofins sobre trigo importado, elevou o custo dos moinhos.
A queda na qualidade do trigo argentino, principal fornecedor do Brasil, obriga a busca por mercados mais distantes e caros, como Estados Unidos e Rússia.
O pão francês deve ser o primeiro item a registrar aumento nas prateleiras, seguido por massas alimentícias e biscoitos. Para o setor produtivo baiano, o momento exige cautela e planejamento para minimizar os impactos da volatilidade internacional no custo final dos alimentos.
Conversas da Comunidade
0 comentários