Pelo segundo dia consecutivo, a soja apresentou um recuo considerável na Bolsa de Valores de Chicago. O alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, nesta segunda-feira (27), resultou na queda acentuada do preço do petróleo nas cotações internacionais. Com o principal combustível do mundo desvalorizado, importantes commodities acompanharam o declínio.
No caso da oleaginosa, o tombo aconteceu porque o óleo de soja é uma das matérias-primas fundamentais para a produção de biodiesel. Com o petróleo desvalorizado, há a redução da competitividade do biocombustível. Essa retração internacional no preço da soja acende um alerta para os produtores brasileiros. Especialmente na Bahia, agricultores do setor enfrentam pressão sobre as margens de lucro em meio a custos de produção ainda elevados.

O impacto se concentra na região oeste do estado, polo de alta produtividade baiana. Por isso, entidades do setor recomendam o uso de ferramentas de proteção de preços, como contratos a termo e opções. Essas alternativas ajudam a mitigar os riscos de novas oscilações no mercado financeiro.
Impacto direto na rentabilidade do produtor brasileiro
O Brasil é o maior exportador mundial de soja. Por isso, a desvalorização em Chicago atinge diretamente o preço da soja pago a milhares de produtores no mercado físico. Além disso, a queda nas cotações internacionais ocorre em um momento decisivo para o planejamento da safra, reduzindo o valor recebido por saca nos portos e no interior do país.

Esse cenário impacta a rentabilidade do setor, uma vez que muitos agricultores já comprometeram parte da receita com insumos adquiridos a preços mais altos no início da safra. De acordo com especialistas do setor financeiro, a queda da soja na Bolsa de Valores não foi maior graças à alta demanda por exportações no mercado internacional.
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