Os produtores que costumam se orientar pelos cronogramas de vacinação emitidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) notaram a falta do documento em 2026. Com a erradicação de doenças como febre aftosa, em 2024, o calendário sanitário deixou de ser divulgado pelo órgão, o que pode provocar confusão no processo de imunização dos animais.
A vacinação dos rebanhos e granjas é essencial para a garantia da produtividade e redução de perdas no campo, por isso, a atenção ao cronograma sanitário começava ainda no início do ano, trazendo de forma detalhada as vacinas que precisavam ser aplicadas e em qual período, ajudando o pecuarista a garantir a segurança e a produtividade dos animais.
Em entrevista ao iAgro Notícias, o fiscal estadual agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), Aldo de Jesus, informou que, agora, a responsabilidade com a vacinação é do próprio agricultor. Ao ser questionado quanto à fiscalização do órgão em torno do assunto, o representante afirmou que “ao longo dos meses, o produtor pode informar aos escritórios da ADAB as vacinações realizadas em seu rebanho”.
Vacinas ainda são recomendadas mesmo sem calendário vacinal
Mesmo com algumas erradicações, a vacinação contra doenças como a brucelose ou a doença de Marek ainda são recomendadas pelo Ministério. Essas patologias, apesar de não registrarem surtos graves na Bahia há mais de dez anos, ainda são comuns em rebanhos e granjas do estado.

Brucelose
A brucelose é uma infecção generalizada que causa danos prolongados aos sistemas vitais, podendo afetar diretamente a reprodução dos animais. A vacina deve ser aplicada somente nas bezerras (B19 ou RB51), cordeiras (Rev 1) e cabritas (Rev 1) a partir dos três meses de idade, em dose única.
Raiva
A vacina antirrábica inativada aplicada nos animais contra a doença da raiva deve ser aplicada em ovinos e bovinos a partir dos três meses de vida do animal e reforçada a cada 12 meses. Locais com alta incidência de morcegos devem redobrar os cuidados.
Newcastle
As aves também devem ser imunizadas contra certas patologias. A vacina contra a Newcastle (B1 ou VG/GA), doença que pode causar torção de pescoço, paralisia, queda drástica na produção de ovos e diarreia esverdeada, deve ser aplicada ainda na fase incubatória das aves.
Doença de Marek
Outra vacina que deve ser aplicada ainda nos primeiros momentos de vida das aves é a HVT, que previne contra a doença de Marek, enfermidade com alta taxa de mortalidade que causa cegueira, paralisia nos membros e o surgimento de tumores em todo o corpo do animal.

Trabalho contínuo
As erradicações de doenças com grande impacto na produção agropecuária da Bahia, como a febre aftosa e a tifo aviária, se devem à vacinação em massa, que garante a imunização dos rebanhos e granjas, aumentando assim a produtividade dos animais. Por isso, independentemente da ausência do calendário vacinal convencional, os imunizantes recomendados devem continuar sendo aplicados, assegurando assim as cadeias produtivas do estado.
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