O agronegócio baiano se consolidou, em 2025, como um dos principais motores da economia baiana. O setor movimentou R$ 118,4 bilhões ao longo do ano – quase dez bilhões a mais que os registrados em 2024. O resultado representou um crescimento de 4% para o setor. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), o avanço também aumentou a participação do agro no Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. No ano passado, o setor ultrapassou os 22% de 2024, o que reforça o protagonismo do campo no desenvolvimento do estado.
Na prática, isso significa que a cada um Real que circulou no estado, R$ 0,22 teve origem nas atividades do agro. Esse desempenho é sustentado, em grande parte, pela agropecuária, que sozinha registrou uma alta de 10,3% no ano. A produção de grãos aumentou 12,8% no ano anterior, o que também impulsionou o agro.

Além de gerar riqueza, o setor é um dos maiores empregadores do estado, conectando o trabalho no campo ao dinamismo das cidades baianas.
Desafios e conjuntura de mercado
Apesar do saldo anual positivo em 2025, o agronegócio baiano enfrentou oscilações no encerramento do período de avaliação. No quarto trimestre de 2025, a redução nos preços internacionais das commodities agropecuárias (-12%) e dos produtos da indústria alimentícia (-8%), resultou na queda de 3,9% no valor do PIB do agronegócio em comparação ao mesmo intervalo de 2024.
Porém, mesmo diante desse cenário de preços baixos, o volume de produção garantiu que o resultado final do ano fosse de expansão. Ainda de acordo com a Faeb, a alta de 12,8% na produção de grãos impulsionou significativamente o crescimento do setor, apresentando uma safra recorde em 2025.
Impacto no PIB total da Bahia

Além dos produtos oriundos das lavouras e rebanhos, outros fatores, como os insumos primários, a agroindústria e o transporte e comercialização desses produtos, ajudaram a sustentar o crescimento de 2,7% do PIB total da Bahia, atingindo a marca de R$ 536,7 bilhões em 2025. A agropecuária se destacou com o maior índice de crescimento setorial (10,3%), reafirmando sua posição estratégica para a estabilidade econômica estadual.
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