A decisão da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) de adicionar a tilápia na lista de espécies exóticas invasoras pode impactar diretamente a economia da Bahia, já que o estado lidera as exportações do pescado na região Nordeste. A pauta, que será discutida pela pasta nesta quarta-feira (27), vem gerando forte mobilização no setor aquícola nacional.
A inclusão do peixe na lista de espécies invasoras pode impor restrições ao licenciamento ambiental de novos cultivos. Representantes da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR) alertam que a medida ameaça uma atividade que movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano no país.
Apesar da repercussão acalorada, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) esclarece que a análise não prevê a proibição da tilápia. Segundo o órgão, a proposta foca no controle e no aprimoramento de políticas públicas voltadas à aquicultura.
Desempenho e relevância da piscicultura na Bahia
De acordo com a Peixe BR, em 2024 a produção da espécie cresceu 7,2% na Bahia, somando 36.450 toneladas. Os municípios de Glória, Casa Nova e Paulo Afonso lideram o volume regional. O pescado também é a base socioeconômica de diversas famílias ribeirinhas.
Segundo a organização, mesmo com oscilações recentes na produção, a Bahia sustenta a liderança em vendas externas no Nordeste.
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