Com a proximidade do preenchimento da cota anual de importação da carne bovina brasileira estabelecida pela China, os frigoríficos buscaram o redirecionamento das exportações para o mercado estadunidense durante o mês de junho. A mudança estratégica ocorre porque o Brasil já preencheu quase 80% do limite imposto pelos asiáticos.
Dados oficiais do governo chinês indicam que os embarques acumularam 65,4% do teto permitido ainda em maio. Porém, de acordo com a consultoria brasileira Agrifatto, o volume real já alcançou 78%. Devido ao ritmo acelerado, as indústrias reduzem o abate para o mercado chinês e buscam novos destinos para manter as vendas.
Esgotamento da cota chinesa gera tarifas adicionais

A China fixou restrições comerciais no final de 2025 para conter o volume importado. As vendas brasileiras enquadradas dentro da cota pagam uma alíquota de 12%. No entanto, qualquer volume excedente que chegar aos portos chineses enfrentará uma sobretaxa de 38%.
Com isso, a tarifa para as cargas adicionais salta para 55%, reduzindo drasticamente a competitividade da proteína nacional no país parceiro.
Estados Unidos surgem como alternativa estratégica para o setor
Registrando o menor rebanho em 75 anos, os Estados Unidos se mostram um destino em potencial para o escoamento da produção brasileira. Devido ao modelo de negócio estadunidense, o Brasil entra em uma triangulação vantajosa no comércio internacional.

Os frigoríficos brasileiros abastecem a demanda interna do país norte-americano, enquanto sua própria produção é usada para atender à demanda de outros compradores globais, como o Japão, México e Canadá.
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